Quinta-feira, 03 de Setembro de 2009
 

O juízo do debate entre José Sócrates e Paulo Portas, valha o que valer, não é complicado de ser feito, tanto no âmbito geral como ponto a ponto. Comecemos pelos temas em análise:

 

1) A estratégia de combate à crise do PS está a dar provas em Portugal e nos países que estão a seguir receitas semelhantes. Diferentemente, o CDS insiste na carga fiscal, supondo que esta é uma crise de oferta. Ora, como qualquer economista sabe, a raridade desta crise resulta de ter fundamentos na procura que se abateu. Não foram os custos das empresas que dispararam, como num choque petrolífero. Crises diferentes têm respostas diferentes. Quando a crise se dá pela via de um agravamento de custos, a agenda fiscal é adequada. Mas quando a crise se dá por quebra das componentes da procura há que fomentar o rendimento das famílias (via transferências sociais, e outros mecanismos) e o investimento privado (através da dinamização da carteira de encomendas que resulta do investimento e das compras públicas). Paulo Portas acha que as crises são todas iguais e são todas de oferta. Não é verdade. Por isso a receita do CDS PP está errada. Por isso José Sócrates apresentou a receita correcta, que é a que tem vindo a aplicar e é a que é reforçada no programa do PS. Como a criação de emprego depende da saída da crise, torna-se óbvio qual dos dois tem a melhor estratégia nessa matéria.

 

 

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publicado por danielapedrix às 16:28
Aqui vao encontrar os trabalhos que realizei e que mais gostei. São trabalhos que lhe vão despertar a curiosidade de saber mais de algo. Projecto BlogsN-Escola EB23 de Nevogilde
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