Sexta-feira, 12 de Março de 2010

 

A palavra é metade de quem a pronuncia, metade de quem a ouve.

Michel de Montaigne - Filósofo francês
 
 

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publicado por danielapedrix às 21:16

Artifício bastante usado nos discursos políticos, a retórica é um dos instrumentos centrais na argumentação. Dentro do pensamento filosófico, Aristóteles estabeleceu os conceitos fundamentais para convencer, persuadir e emocionar.


Pensemos num determinado discurso político, que o leitor ate diz ser um bom discurso, com boas ideias. Um político que o leitor, julga ser competente (um bom politico). Vejamos o que tornou o discurso bom:
Para o leitor ter gostado do discurso é porque de alguma maneira deste discurso saíram soluções, medidas, ideias que de alguma forma nos favorecem em alguma coisa, que nos resolvessem algum problema.
Este político, esta figura pública, vai ter estratégias para atingir os seus eleitores, a forma como ele chega até essas pessoas. Para essas estratégias pesam as novas tendências do marketing politico e os últimos avanços tecnológicos, esse político - velho ou moço, homem ou mulher, caucasiano ou afro descendente - consegue alcançar o seu alvo com algo tão simples quanto elementar: os políticos usam as palavras.
Que os políticos gostam de falar (e realmente precisam falar), e como nos dizemos falam, falam e não dizem nada, todos sabem. O que poucos têm noção é que, na maioria das vezes, as palavras que são ditas nos discursos políticos não são ditas a sorte, mas, ao contrário, exaustivamente pensadas, estudadas e ensaiadas. A essa "arte-técnica" da oratória dá-se o nome de retórica. E, diferentemente do que se imagina, a retórica não é um recurso criado pelo marketing eleitoral.

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publicado por danielapedrix às 21:15

 
Ao falarmos do trabalho dos gregos para o mundo contemporâneo, percebemos que muitos textos ressaltam como as experiências políticas de Atenas serviram de base para a construção do regime democrático. A luta pelo fim dos privilégios aristocráticos e a consolidação de uma sociedade sem ordens, com direitos, mais amplos teriam sido os pilares dessa nova forma de governo.No entanto, não podemos afirmar que a ideia de democracia entre os gregos seja a mesma do mundo contemporâneo.

Hoje, quando definimos a democracia, entendemos que este seria o “governo”, “do povo”. Ao falarmos que o “governo pertence ao povo”, compreendemos que a maioria da população tem o direito de participar na vida política do seu tempo. De facto, nas democracias contemporâneas, os governos tentam ampliar o direito ao voto e minimizao muitas restrições que possam impedir a participação política dos cidadãos.
Analisemos entao a democracia Portuguesa. Em Portugal qualquer pessoa, seja ela homem ou mulher, apartir dos 18 anos pode participar na vida politica atravez do voto. Além disso, a nossa constituição não prevê nenhum entrave de ordem religiosa, econômica, política ou étnica para aqueles que desejem escolher seus representantes políticos. Até os analfabetos, que á décadas atrás eram equivocadamente vistos como “inaptos”, hoje podem dirigir-se às urnas.
Para os gregos, a noção de democracia era bastante diferente da que hoje experimentamos e acreditamos ser “universal”. A condição de cidadania era estabelecida por pressupostos que excluíam boa parte da população. Os escravos, as mulheres, os estrangeiros e menores de dezoito anos não podiam exercer o seu direito de cidadania. Tal opção não envolvia algum tipo de interesse político, mas assinalava um comportamento da própria cultura ateniense.
Entao podemos ver que ao longo dos tempos a democracia tem-se tornado cada vez mais abrangente.
 
 
 
 
 

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publicado por danielapedrix às 21:14

 
A retórica tem dois usos são eles:

            Persuadir– consiste em convencer um auditório a aceitar a tese do orador sem recorrer à violência. Neste caso estamos perante o bom uso da retórica que se preocupa com critério éticos a que deve obedecer a forma e conteúdo do discurso argumentativo – busca da verdade e o respeito pelo outro.
            Manipular significa um uso abusivo da argumentação com o objectivo de levar o auditório a aderir acrítica e involuntariamente às teses propostas pelo orador, estamos no reino do mau uso da retórica, cujo objectivo é argumentar para ludibriar, em função dos interesses do orador.
            A manipulação pode ser feita ao nível dos afectos e/ou das informações dadas nas modernas sociedades democráticas, a manipulação constitui um perigo real que é preciso combater, por isso, é importante estabelecer limites e critérios éticos à persuasão para que se não resvale para a manipulação.
Persuasão ou manipulação?

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publicado por danielapedrix às 21:13

Sofistas são pensadores vindos do estrangeiro ou originários de vários pontos da Grécia que encontraram em Atenas no séc. V a.C. as condições ideais para o seu sucesso. Eram pagos para ensinar retórica aos jovens e políticos. Eram os seus principais seguidores na busca da técnica e da arte de convencer e persuadir.

Para os Sofistas o bem, a verdade e a justiça são conceitos subjectivos e relativos, por isso mesmo, ensinam aos seus alunas técnicas de discurso sem qualquer preocupação pelo conteúdo das teses em disputa, o importante era convencer e sair vencedor.
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Quem são os Sofistas?
Sofistas são pensadores vindos do estrangeiro ou originários de vários pontos da Grécia que encontraram em Atenas no séc. V a.C. as condições ideais para o seu sucesso. Eram pagos para ensinar retórica aos jovens e políticos. Eram os seus principais seguidores na busca da técnica e da arte de convencer e persuadir.
Para os Sofistas o bem, a verdade e a justiça são conceitos subjectivos e relativos, por isso mesmo, ensinam aos seus alunas técnicas de discurso sem qualquer preocupação pelo conteúdo das teses em disputa, o importante era convencer e sair vencedor.
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

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publicado por danielapedrix às 21:12

 Aristóteles foi o primeiro filósofo a expor uma teoria da argumentação, procurando juntar as duas teorias de retórica defendidas por Platão e pelos Sofistas. Encarando a Retórica como um arte que visava descobrir os meios de persuasão possíveis para os vários argumentos. O seu objectivo é o de obter uma comunicação mais eficaz para o Saber que é pressuposto como adquirido.  A retórica, torna-se numa arte de falar de modo a persuadir e a convencer diversos auditórios de que uma dada opinião é preferível à sua rival.

  
É neste quadro definido por Aristóteles que a Retórica irá evoluir, confinando-se a uma arte de compor discursos que primavam pela sua organização e beleza, desvalorizando-se a dimensão argumentativa cultivada pelos sofistas. 
Esta arte conheceu um grande desenvolvimento na época helenística.
Designa-se por período helenístico o período da história da Grécia compreendido entre a morte de Alexandre III da Macedónia em 323 a.C. e a anexação da península grega e ilhas por Roma em 147 a.C.. Caracterizou-se pela difusão da civilização grega numa vasta área que se estendia do marMediterrâneo oriental à Ásia Central.
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

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publicado por danielapedrix às 21:11

Foi por muitos sofistas terem desprezado o conhecimento daquilo que discutiam, contentando-se com simples opiniões, concentrado  a sua atenção nas técnicas de persuasão que contra este ensino se opuseram Sócrates e Platão. Ambos sustentaram que a Retórica era a negação da própria Filosofia.

Platão
 Platão, no Górgias e no Fedro, estabelece uma distinção clara entre um discurso argumentativo dos sofistas que através da persuasão procura manipulação os cidadãos, e o discurso argumentativo dos filósofos que procuram atingir a verdade através do diálogo, pois só esta importa.
Podemos ver então aqui a diferença entre filosofia e retórica segundo Platão.
O discurso argumentativo dos sofistas que através da persuasão procura a manipulação dos cidadãos, e o discurso argumentativo dos filósofos que procuram atingir a verdade através do diálogo.
 
*      A Filosofia surge assim como discurso dirigido à razão, e não à emoção dos ouvintes. Esta é aliás a condição primeira para que a Verdade possa ser comunicada. Não se trata de convencer ninguém, mas de comunicar ou demonstrar algo que se pressupõe já adquirido - a Verdade de que o filósofo é detentor.  
 
 
 
 
 
 
 
 
 

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publicado por danielapedrix às 21:10

A Retórica surgiu na antiga Grécia, ligada à Democracia e em particular à necessidade de preparar os cidadãos para uma intervenção activa no governo da cidade. (A democracia ateniense era caracte

 A palavra grega "Rector" significava "orador", o político. No início esta não passava de um conjunto de técnicas de bem falar e de persuasão para serem usadas nas discussões públicas. A sua criação é atribuída a Córax e Tísis (V a.C), tendo sido desenvolvida pelos sofistas que a ensinaram como verdadeiros mestres. Entre estes destacam-se Górgias e Protágoras.
Os sofistas adquiriram durante o século V a.C., grande prestígio como professores de Retórica. 
A Retórica era o discurso do Poder e dos que queriam exercê-lo. "O orador, escreve Chaim Perelman, educava os seus discípulos para a vida activa na cidade: propunha-se formar homens políticos ponderados, capazes de intervir de forma eficaz tanto nas decisões políticas como numa acção judicial, aptos, se necessário, a exaltar os ideais  e as aspirações que deviam inspirar e orientar a acção do povo.". O discurso retórico visava a acção, por isso se propõe persuadir, convencer os que escutam da razão das posições do orador. Este primado da acção leva a maioria dos sofistas, a desprezarem  o conhecimento daquilo que discutiam, contentando-se com simples opiniões, concentrado  a sua atenção nas técnicas de persuasão.   
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

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publicado por danielapedrix às 21:09

 
A retórica é a técnica de convencer o interlocutor através da oratória. Aplica-se num discurso verbal, mas também no discurso escrito e no discurso visual.

Em verdade, a oratória é um dos meios pelos quais se manifesta a retórica, mas não o único. Pois, certamente, pode-se afirmar que há retórica na música ("Para não dizer que não falei da Flores", de Geraldo Vandré: retórica musical contra a ditadura), na pintura (O quadro "Guernica", de Picasso: retórica contra o fascismo e a guerra) e, na publicidade. Logo, a retórica, enquanto método de persuasão, pode se manifestar por todo e qualquer meio de comunicação.
A retórica aristotélica, procura fazer o interlocutor convencer-se de que o emissor está correcto, através de seu próprio raciocínio. Retórica não visa distinguir o que é verdadeiro ou certo mas sim fazer com que o próprio receptor da mensagem chegue sozinho à conclusão de que a ideia implícita no discurso representa o verdadeiro ou o certo.
Um pequeno aparte
"A definição de retórica é conhecida: é a arte de bem falar, de mostrar eloquência diante de um público para ganhar a sua causa. Isto vai da persuasão à vontade de agradar: tudo depende (...) da causa, do que motiva alguém a dirigir-se a outrem. O carácter argumentativo está presente desde o início: justificamos uma tese com argumentos, mas o adversário faz o mesmo: neste caso, a retórica não se distingue em nada da argumentação. (...). Para os antigos, a retórica englobava tanto a arte de bem falar - ou eloquência - como o estudo do discurso ou as técnicas de persuasão até mesmo de manipulação.”
 
Michel Meyer, Questões de Retórica: Linguagem, Razão e Sedução. Lisboa. Ed.70.1997
 

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publicado por danielapedrix às 21:08
Aqui vao encontrar os trabalhos que realizei e que mais gostei. São trabalhos que lhe vão despertar a curiosidade de saber mais de algo. Projecto BlogsN-Escola EB23 de Nevogilde
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